Emembarque nos trens da CPTM nos horários de pico requer paciência
Fonte: Diário da CPTM / Portal G1
O combate à poluição do ar passa pela valorização do transporte público, mas nos horários de pico os trens da CPTM que seguem para a Zona Leste de São Paulo exigem do passageiro paciência e resistência física.
Na Estação Luz, no final de tarde, na hora de voltar para casa, é um sufoco. Quando o trem chega, há correria para entrar nos vagões. A maior disputa é para conseguir um lugar para sentar. Vanessa, com quatro filhos pequenos, também sofre. “Eu saio no tapa”, diz.
Os passageiros têm de se proteger e as mulheres reclamam de falta de gentileza dos homens. “Os homens entram primeiro e se esquecem das mulheres. Nem as grávidas têm privilégio. As senhoras de idade não têm privilégio”, reclama a passageira. O homem se defende. “São direitos iguais”, diz o passageiro.
O movimento nos trens aumentou muito nos últimos seis anos. Passou de 1,5 milhão para 2,4 milhões de passageiros. Todo mundo se espreme nos horários de pico. A rede de trens da CPTM tem 89 estações distribuídas ao longo de 260 km de trilhos na grande São Paulo.
´´Melhorou um pouco, colocaram trens novos. Mas acho que precisa melhorar muito”, avalia a vendedora Tamara Santos. O governo diz que está investindo R$ 1 bilhão neste ano para melhorar o sistema. “Com a troca do sistema de sinalização será permitida a aproximação entre os trens, com segurança e mais rapidez.
Com isso haverá a possibilidade da diminuição dos intervalos em todas as linhas, melhorando a oferta de lugares”, afirma Francisco Pierrini, gerente de operações da CPTM. A meta da CPTM é reduzir para três minutos o intervalo dos trens nos horários de pico e, assim, diminuir a superlotação.
