A HISTÓRIA DA CPTM


A história da CPTM vem de muito tempo atrás. Fundada em 28 de maio de 1992, mediante lei nº 7861, a qual a nova companhia deveria assumir os sistemas de trensda região metropolitanda de São Paulo, então operados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e pela Ferrovia Paulista (FEPASA), de forma a assegurar a continuidade e a melhoria dos serviços. Nesse tempo, era muito comum ver centenas de usuários pulando as vias para passar de uma plataforma a outra, trens viajando com portas abertas e composições totalmente depredadas. Em 1992, a CPTM transportou 894.000 usuários. Nessa época, a companhia contava com poucos trens, alguns deles totalmente fora de condiçoes de circulação. Séries como 1400, 1600 e 1700 circulavam com portas abertas e surfistas.

Trem série 1600 (ex 431 da CBTU) da então Linha E da CPTM, que ligava o Brás a Mogi das Cruzes. Na imagem, usuários pendurados nas portas, com a composição em movimento. Trem saindo da estação Brás.

Em 1994, a CPTM assumiu totalmente a CBTU (Atuais linhas 7, 10, 11 e 12), e começou a operar efetivamente em abril desse ano. Chamava a atenção o intervalo nos horários de pico, que em algumas linhas, chegava a 20 minutos. A frota herdada da CBTU estava totalmente deteriorada, o que fez com que a CPTM implantasse o primeiro programa de modernização das composições (PQMR), envolvendo mais de 500 carros. Esse programa teve liderança da Gevisa, que revisou e modernizou grande parte da frota. O número de passageiros nesse ano caiu para 800 mil.
Na imagem, um trem série 4400 trafegando com vários usuários nas portas. Cena comum na época. Foto tirada na então linha E.

Já em 1996, a CPTM assumiu a operação dos sistemas da FEPASA. Os trens saiam das estações com vários usuários nas portas, além de surfistas. Para se imaginar a situação, naquele ano, 29 usuários morreram porque viajavam pendurados, outros 351 ficaram feridos, e 3656 foram retirados das portas das composições. Já o número de surfistas foi de 459, com 9 deles mortos. Nesse ano, a média de usuários volta a subir: 835 mil.
Trem UI9000 da Fepasa, já com a identificação da CPTM (agora como série 5000), em 1996. Nova empresa assumiu os serviços da Fepasa herdando antigos problemas de usuários.

O ano de 1998 foi o início da mudança na CPTM. Nesse ano, começaram as obras de dinamização da Linha C (que ligava Osasco a Pinheiros), no chamado Projeto Sul de trens metropolitanos. O projeto contemplava a extensão da linha C até Jurubatuba, além da compra de novos trens, que seriam entregues em 1999; ainda nesse ano, a CPTM adquire 48 trens de três carros, reformados, junto a operadora espanhola Renfe. Os trens, da CAF, foram a primeira compra da CPTM desde sua criação, e contavam com ar condicionado, assentos anatômicos e menor nível de ruído interno. Inicialmente, começam a operar na Linha E, mas por atos de vandalismo, foram removidos para as linhas C e D. Em 1999, a CPTM registrou a pior média de passageiros: 766 mil / dia.
Trem Série 2100, primeiro trem comprado pela CPTM, recém-chegado ao Brasil. Na imagem, a unidade está no pátio de Presidente Altino, já com a nova identificação da companhia.

No ano 2000, uma verdadeira revolução na companhia: aquisição de 10 trens de 4 carros (série 3000), que já entram em operação logo em seguida a aquisição; entrega das primeiras estações da extensão da linha C; entrega do Expresso Leste, juntamente com 15 novos trens de 8 carros (série 2000). Média de passageiros transportados volta a subir: 869 mil / dia.

Trem série 3000, na estação Luz. Inicialmente, circulou na operação Integração Centro, abrangendo as estações Brás, Luz e Barra Funda, durante as obras na estação Luz. Após, foi deslocado para a Linha C.


Trem série 2000, adquirido da CAF, para circular no Expresso Leste. Foram adquiridos 15 unidades de 8 carros, para circularem em um novo trecho construído entre 1998 e 2000.

Em 2001, a CPTM implanta o Projeto Integração Centro, desenvolvido pela Secretaria dos Transportes Metropolitanos. O objetivo é facilitar o acesso da população ao eixo central da cidade, envolvendo as três principais estações da companhia: Brás, Luz e Barra Funda, num trecho de 7 km. Com isso, a companhia alcança a marca de 1 milhão de usuários/dia.
Ainda nesse ano, a Linha C recebeu várias melhorias. Entraram em operação as novas estações Socorro, Granja Julieta, Morumbi, Berrini, Cidade Jardim, Hebraica-Rebouças e Vila Olímpia. Estas estações se juntaram as outras oito já existentes na linha.
Projeto Integração Centro, implantado para facilitar o acesso à região central. Estação Brás

Em 2002, a Linha C estava entregue á população, com todo projeto construído. Além disso, a CPTM entregava também a Linha G, que foi repassada para o Metrô, e renomeada como Linha 5-Lilás. Essa linha foi construída pela CPTM, tem 9,4 km de extensão, dos quais 7 deles em vias elevadas, 800 metros de túneis e 1,6 km de superfície.
Trem da Alstom, circulando na Linha 5. Trecho construído pela CPTM foi repassado ao Metrô.

Em 2003, os trens do Expresso Leste alcançam a estação Luz, já que anteriormente prestavam serviço somente até a estação Brás. Também foi adotada a Gestão Corporativa para prestração de serviço, modelo que foca na melhoria dos indicadores de desempenho que interferem na qualidade do transporte oferecido aos usuários. Por fim, foi implantado o sistema de monitoramento, com 802 câmeras de CFTV nas 83 estações comerciais. A medida auxiliou na redução das ocorrências e na solução de vários casos policiais.

Trens do Expresso Leste chegam á estação Luz: melhoria do serviço.

Em 2004, as obras de integração na Estação Luz foram concluídas, trazendo benefícios para todos os usuários, a começar por não ter mais que sair da estação para fazer transferência para o Metrô. Com a nova integração, o trajeto subterrâneo, além de prático, eliminou a integração tarifada entre as estações. Também foram iniciadas as obras de modernização das estações de Osasco, Presidente Altino e Jurubatuba. Outro marco foi a inauguração da primeira estação referência, que visava priorizar o modelo de gestão para alcançar o alto padrão na qualidade dos serviços. A estação Lapa, da linha A, foi inaugurada em Janeiro desse ano, nos padrões de estação modelo.
Passagem de integração CPTM x Metrô na estação Luz.

Programa Boa Viagem - Modernização e recuperação de trens

Em 2005, começou o processo de informatização de 83 estações. Toneladas de papel impresso, formulários preenchidos a mão, lentidão na contabilização de passageiros, pedidos de bilhetes via malote, anotaç~eos em antiquados livros de registro passam a ser feitos em modernos computadores. Nesse ano, também começou o Programa Boa Viagem, que previa o investimento de R$ 388 milhões para a recuperação, reforma e modernização de 45 trens. No mesmo caminho, começaram as obras de construção de 3 novas estações na linha F, que são: Jardim Helena, Jardim Romano e USP Leste. Além dessas, mais 3 começam a ser levantas na linha C: Autódromo, Interlagos e Grajaú. Por fim, foi assinado o convênio entre Estado e município para viabilizar a implantação do Bilhete Único no sistema de transporte sobre trilhos, dentro da região metropolitana paulista. A parceria CPTM/Metrô/SPTrans foi iniciada com a implantação do bilhete único nas linhas C da CPTM e 2-Verde do Metrô.

Em 2006, foi inaugurado o novo CCO (Centro de Controle Operacional) na Estação Brás, que unificará gradativamente o controle das seis linhas da CPTM.
 
No ano de 2007, a CPTM teve diversas novidades. A princípio, o sucesso da operação Portas Fechadas, que acabou com a insistente situação de portas abertas na linha 12-safira, sendo que era a única em que esse problema persistia. Foi criado o Bilhete Fidelidade, com o objetivo de beneficiar os usuários da CPTM e Metrô, o bilhete oferece desconto de R$ 4,00 na compra do lote de 20 passagens. Outra criação foi o projeto Ciclista Cidadão, implantada em fevereiro, a iniciativa permite o acesso de bicicletas nos trens aos sábados, domingos e feriados. Até setembro, mais de 10 mil ciclistas já aderiram ao programa.; Também vieram bicicletários: A adoção deste serviço faz parte da estratégia da Secretaria de Transportes Metropolitanos de disseminá-los na capital e grande São Paulo. A CPTM revitalizará espaços desse tipo já existentes e construirá novas áreas, com unidades de mesmo padrão visual e de funcionamento. Atualmente, dois bicicletários estão em operação, obedecendo ao novo padrão: Pinheiros, com 90 vagas, e Itapevi, com 70.Ainda na linha 12-safira, foram autorizadas obras de modernização; várias intervenções em quatro anos, com investimento de R$ 1,2 bilhão até 2010. Além de melhorar os padrões de confiabilidade do sistema, as condições de acessibilidade, o conforto e segurança, o projeto possibilitará a redução dos intervalos entre os trens de 10 para 6 minutos nos horários de pico. 
 
O programa de modernização da frota envolve a reforma de 45 trens, até 2010. Desse total, 15 composições pertencem a Linha 12 – Safira, sendo que cinco totalmente revitalizadas já estão em circulação e uma outra está em fase de testes. Também estão em fabricação 12 novos trens para a Linha 9 – Esmeralda, dos quais três têm entrega prevista até o final deste ano. Além disso, a CPTM já está licitando a compra de mais 40 trens dos quais 20 serão paras a Linha 12 – Safira, 16 para a Linha 7 – Rubi e 4 para a própria Linha 9 – Esmeralda. Em 27 de abril de 2007, a STM - Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos -  abre, em sessão pública, as propostas contendo os Estudos Técnicos, Econômicos e Financeiros do projeto, visando a elaboração de uma Parceria Público-Privada (PPP). A conclusão do projeto está prevista para 2010.  Extensão da Linha 9: As obras promoverão melhorias na zona Sul de São Paulo, região carente na área de transporte coletivo. Além de três novas estações, os moradores locais terão o viário modernizado, a construção de novas pontes e recuperação das já existentes, muros, calçadas e manutenção de árvores em todo o entorno das vias da CPTM, até Grajaú.
Para finalizar um ano bastante movimentado, a CPTM alcança a marca de 1,6 milhão de passageiros transportados em único dia, o dobro da média de 1999. Intervalos dos trens nos horários de pico são de seis minutos no Expresso Leste e Linha 9 – Esmeralda.

Continua...